Gestantes que sofrem de trombofilia e são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão enfrentando um problema grave em Pernambuco. A doença aumenta a coagulação do sangue, podendo causar a trombose na grávida e na placenta, fazendo com que o bebê não se desenvolva ou mesmo morra.

Esse desfecho pode ser evitado com o uso da enoxaparina, droga que tem os nomes comerciais de Clexane, Versa ou Cutenox. Essa medicação é fornecida pelo SUS, mas está em falta, oferecendo riscos a quem não pode pagar pelo tratamento.

Sensível ao problema, o Instituto Luz Natural doou 30 caixas e lançou uma campanha de arrecadação através do site Vakinha. Já foram arrecadados R$1.400. Por meio do projeto Foco Solidário, projeto que utiliza a fotografia como vetor para a promoção da mudança social, a fotógrafa Andréa Leal, responsável pelo instituto, resolveu engajar mais pessoas, para que se sintam participando ativamente desta ação.

Todas as gestantes que contratarem miniensaios estarão contribuindo com a campanha, porque a verba será revertida para a aquisição do medicamento, para ajudar as gestantes que estiverem precisando da droga e que não tenham condições de comprá-la com meios próprios. Os miniensaios duram meia hora e são realizados no Studio Andréa Leal, em Casa Forte.

“Depois de saber disso, como seguir a vida como se nada estivesse acontecendo? Impossível! Impossível não sentir empatia por essas mães já tão sofridas, porque geralmente já têm um histórico de abortos causados pela doença”, comenta Andréa.

“Fotografar gestantes, eternizar por meio da minha fotografia esse momento de plenitude, de vida, de felicidade e amor transbordantes é uma das coisas que mais amo fazer. Mas nem sempre a gestação é feita de momentos suaves e tranquilos, e não podemos fechar os olhos pra isso. É dever de todos nós (e eu me sinto parte disso) enxergar as dificuldades que as pessoas atravessam e tentar ajudar da maneira que nos cabe. Encontrei uma forma de aliar meu trabalho diretamente a esta causa, tão nobre, tão urgente e de uma forma solidária”, defende Andréa.