Além de segurança, passeios de carro requerem outros cuidados

A maioria dos passeios lá de casa é feita utilizando automóvel para locomoção. Muitas vezes, até em longa distância, como já fomos para Garanhuns (a 230 km do Recife) e até para Araripina (a 700 km da capital pernambucana). Para andar tanto, não preciso nem dizer que é necessário redobrar a atenção e tomar cuidados com as crianças, mas é sobre isso que vamos falar.

Clarice está em todas, e por isso o cronograma e as atividades têm levá-la em consideração, desde o horário de partida, pensando na hora do pit stop e no que propor para ela não se chatear.

Já escolhemos uma hora boa que seja propícia para ela dormir durante o percurso e deixamos um lanche preparado, caso ela não durma como o previsto e acorde com fome. Na hora da comida, se não está perto de algum lugar adequado para os adultos também fazerem seu pit stop, a gente para no acostamento, e quem estiver de carona (no nosso caso, geralmente é a mamãe) passa para o banco de trás e dá a comida, enquanto a viagem segue.

Foto: reprodução

Para entreter, nas viagens recentes, utilizamos um suporte para prender um tablet e colocamos os desenhos prediletos dela devidamente baixados com antecedência. É uma bolsinha que se prende na traseira do banco da frente bem fácil de usar. Funcionou legal na viagem de quase quatro horas até Garanhuns. Os clipes do Mundo Bita, da Galinha Pintadinha e Patati & Patatá foram baixados ainda em casa, no wifi, para não depender de 3G na estrada.

Segurança

Não há a menor possibilidade de Clarice viajar sem sua cadeirinha. Por isso, na hora de decidir quem vai com a gente, já se conta apenas quatro vagas (três, porque eu gosto de dirigir e peço logo pra ser o motorista hehehe).

É um assunto imprescindível, mas precisamos falar enquanto houver família viajando sem que as crianças estejam devidamente seguras. Estamos falando de um dos grupos mais vulneráveis a acidentes no trânsito. Seus corpos são mais frágeis e ainda estão em desenvolvimento. Por isso, não podem andar de carro apenas com o cinto de segurança, a menos que ela já tenha mais de 1,45 m de altura.

A legislação brasileira afirma que as crianças de até 10 anos de idade devem ser transportadas no banco traseiro, usando cinto de segurança. As de até 7 anos e meio precisam usar algum dispositivo de retenção veicular, como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação. Instalados corretamente, esses dispositivos reduzem em até 71% a chance de morte de uma criança em acidente de trânsito.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, 1.389 crianças com idade entre 1 e 14 anos morreram vítimas de acidentes de trânsito e, em 2016, 12.288 foram hospitalizadas.

Cuidados

A ONG Criança Segura recomenda:

  • Nunca saia de carro com crianças sem usar o bebê conforto, a cadeirinha ou o assento de elevação, nem mesmo para ir só até a esquina.
  • Só use bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação que possuam o selo do Inmetro ou a certificação americana ou europeia.
  • Siga sempre o manual de instrução dos dispositivos de retenção veicular, certifique-se que eles são apropriados a idade da criança e que se adaptem adequadamente ao seu veículo.
  • O cinto de segurança é projetado para pessoas com no mínimo 1,45 m de altura. Se a criança ainda não atingiu essa altura, ela precisa usar o assento de elevação para evitar que se machuque gravemente em caso de acidente.
  • O airbag do passageiro pode machucar seriamente uma criança quando essa estiver sentada no banco da frente. Por isso, se for transportar uma criança em camionete, desative esse dispositivo.

 

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