Pai é uma questão de escolha

Há 1 mês atrás
Victor Motta e Alice Motta Foto: cortesia @paizice

Há filhos que são planejados, há os que não são planejados e há os que vida dá. Como não é toda hora que a vida dá presentes tão gigantes, Victor Motta e Wellington Silva se agarraram a Lara e a Gabriel, respectivamente, como uma questão de escolha. O primeiro é padrasto, e o segundo é pai adotivo.

Victor conheceu Lara quando ela tinha 9 meses de vida. “Desde o momento que comecei a namorar a mãe dela e resolvemos casar, eu já tinha adotado Lara como filha. A diferença é que Lara não tem meu sobrenome e não me chama de pai. Pode ser por uma questão cultural. Mas em termos de amor é igual”, explica.

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Algumas pessoas falam que é bonito e legal eu assumir Lara como minha filha, mas para mim é tão natural que não vejo que cabe como elogio. Seria estranho casar com a mãe dela e não aceitar ela como filha”, acrescenta Victor.

Hoje ele tem também Alice, que já é fruto do casamento com a mãe de Lara. “Para mim, ser pai é uma questão de escolha. Eu escolhi ser pai das duas. Talvez mais de Lara, porque não tenho obrigação legal nem biológica”, completa.

“Paternidade é a única forma de se eternizar. É deixar o seu melhor para o mundo, por isso é preciso se dedicar. Tudo que sou vai ser uma continuação. Minhas duas filhas são meu maior tesouro. São meu legado do mundo. Quero formar elas para serem as melhores cidadãs do mundo, para gerar os melhores descendentes”, encerra.

Já a opção de Wellington Silva foi mais profunda. Ele sempre teve planos de ser pai, mas após duas tentativas frustradas, ele e sua esposa decidiram partir para o processo de adoção. Foi aí que conheceram Gabriel, com quem vivem há um ano. “A paternidade me fez um cara mais maduro, mais feliz e trouxe benefícios para um casamento que era bom e ficou melhor. Nossa relação com ele é muito boa”, conta.

“Com a chegada do Gabriel, eu aprendi a trabalhar essa paciência. Hoje eu penso mais no meu filho e na minha esposa do que em mim”, comenta Wellington, que viu a evolução de Gabriel nesse período. “Ele era muito introspectivo. Não sabia o que estava acontecendo em todo esse processo. Hoje ele é uma criança muito feliz, saiu da fase de introspecção, está muito mais envolvido conosco e muito mais aberto”, conta. “Já fala que nos ama, por exemplo, já chama de pai e de mãe”.

A experiência tem sido tão boa, que Wellington manda o recado: “Não tenham medo da paternidade. Eu não me sentia preparado, mas quando você tem amor e vontade de fazer outra pessoa ser feliz, tudo vale a pena. Tanto é que, no fim do ano, eu vou entrar novamente na fila de adoção”, encerra.

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