Foto: Andrea Leal/divulgação

Eles enfrentaram as dificuldades para serem pais de verdade

Dificuldades são encaradas a todo o momento por todas as pessoas. Para ser um pai, também é necessário encará-las sem se furtar de nenhuma. Alguns dos exemplos trazido neste Dia dos Pais são os pais José Carlos Amaral, Caio Rihan e Fabio Maia. Cada um na sua, os três superam limitações para acompanhar e participar do crescimento dos filhos.

José Carlos Amaral, que convive com deficiência visual desde criança, sempre sonhou com a paternidade e a vive a cada momento. Este é o 12º Dia dos Pais dele. “Minha limitação não é motivo para eu deixar de ser um pai atuante. Eu sempre fiz questão de participar de tudo, desde dar banho quando era bebê até ajudar nas tarefas da escola hoje”, afirma o pai de Tiago Henrique, de 11 anos. A foto de José Carlos Amaral faz parte da exposição “Meu pai, meu herói” da fotógrafa Andrea Leal. A exposição entra em cartaz nesta terça (15) e segue até o dia 30 de agosto no piso L4 do Plaza Shopping Casa Forte, na Zona Norte do Recife.

“Tudo o que um pai pode fazer junto com o filho nós fazemos”, acrescenta. “O amor e o carinho de pai me faz querer estar junto. Criar um filho nos dias de hoje é muito difícil, então se o pai ou a mãe se ausenta, as dificuldades da criança aumentam”, analisa.

Já Caio Rihan tem no seu filho Francisco, 4 anos, o único parente no Recife, já que sua família é de Itabuna, na Bahia. Já dá para imaginar o grude que é. Desde que se separou da mãe de Francisco, há três anos, Caio faz de tudo para estar perto mesmo nos dias em que o menino está com a mãe. “Nós moramos perto, aí sempre que posso levo na escola junto com a mãe”, conta ele que vai para o quinto Dia dos Pais.

Foto: cortesia

“Nós temos a guarda compartilhada, e ele fica comigo dois dias na semana e um dia no fim de semana eu fico com ele até o fim da tarde. Foi uma forma que encontramos de eu ser presente na vida de Francisco e pelo bem dele. Meu objetivo é que no futuro ele durma comigo três dias na semana”, acrescenta.

“A mãe sempre topou a guarda compartilhada, sempre me apoiou nessa divisão para que eu possa ficar perto do meu filho. Sempre que eu tenho um tempinho a tarde, eu vou lá no prédio dele, vejo ele brincando. Então a gente mantém esse contato quase que todo dia”, comenta. “Isso para mim é muito importante porque tento dar uma rotina e essa visão de que eu estou ali o tempo todo junto com ele e junto com a mãe dele”, completa.

Este será o primeiro Dia dos Pais de Fábio Maia. Laura nasceu há menos de 2 meses, mas precisou passar por uma batalha ainda na barriga. A dificuldade de Fabio foi convencer sua esposa que a gravidez não seria um episódio ruim para a vida do casal, até ele conseguir isso, foram dias de conversas e discussões. “Um dia eu falei para ela que meu sonho sempre foi ser pai, porem se ela não se enxergava como mãe, que ela esperasse até o dia do parto, e, assim que a Laura nascesse ela poderia sair da nossa relação e viver a vida dela, que eu seria pai para a Laura sozinho”, conta.

Foto: cortesia

A reação de Fábio deixou a esposa em choque. O casal ficou se falando apenas o essencial por cerca de uma semana. “Até que ela veio conversar comigo e disse que o que eu falei foi muito forte, que fez ela ver o quanto eu queria ser pai e que ela tentaria mudar a visão sobre a gravidez”, continua.

“Laura veio de supetão, porém ela era muito planejada por mim. Eu sempre ficava com aquela inveja boa quando via os pais com seus filhos e, a partir do momento que eu soube que havia um serzinho na barriga dela (da esposa), eu já amei essa criança”, completa.

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