Crianças podem aprender a velejar

Praticar exercícios físicos sempre faz muito bem a saúde física e mental, e com a vela não é diferente. O esporte, praticado no mar em barcos que funcionam apenas com a força do vento, sem nenhum motor, proporciona liberdade através do contato com a natureza e os desafios de explorar novos horizontes ao ar livre. Para começar a velejar não há idade certa, nem limites. Qualquer pessoa a partir dos três anos já pode praticar em modalidades individuais ou com mais pessoas, o que ajuda a estreitar os laços e as experiências de vida.

Segundo o professor Edival Junior, da Escola de vela do Cabanga Iate Clube, o primeiro passo para quem quer praticar o esporte é procurar uma escola especializada. “No início das aulas, a turma conhece o barco, montagem básica, os primeiros contatos com a velejada e aulas teóricas”, explica. E complementa: “no caso das crianças, as manobras realizadas durante as aulas são menos arriscadas, com um grau de dificuldade menor. Já a iniciação na fase adulta tem manobras de bordo, montagem de marcas e definição de rumo”. Os termos náuticos também são introduzidos, como barlavento, de onde vem o vento; e sotavento, o lado para onde o vento vai.

O esporte se divide em várias classes de acordo com o tipo de barco, com variações de tamanho e peso de cada um. Nas formas individuais, a classe Optimist é constituída por um veleiro de pequenas dimensões, indicado para crianças de 7 a 15 anos. Já o Laser é o barco de classe olímpica mais conhecido no mundo; bastante simples, veloz e pode planar em dias de ventos fortes. O Kite Surf, por sua vez, utiliza uma pipa, que é impulsionada pelo vento e uma prancha com apoio para os pés. O Windsurf é um pouco similar, com a diferença que é uma prancha à vela.

As classes realizadas em dupla são divididas da seguinte forma: Day Sailer é um veleiro maior, forte e resistente, ideal para ser usado em família. Já o Dingue é conhecido por ter uma vela única com as características de um barco de competição e estética de passeio. Diferente da Hobie Cat 16, que é uma das embarcações olímpicas e é bastante rápido. Já a Snipe, é considerada a classe mais técnica e tradicional. O barco possui duas velas e é oficialmente uma classe de competição. Por fim, o 29er que é uma das classes mais novas da vela, envolvendo atletas jovens.

Depois do aprendizado nas aulas, os alunos ​já estão aptos a disputar regatas​ oficiais, organizadas ao longo de todo o ano​. ​As provas no barco à vela​ possuem percurso​s​ assinalado​s​ com embarcações​ de diversas classes​. “Para a participação em uma regata é importante ter experiência e muita determinação para realizar treinamentos periódicos e intensos”, esclarece Edival Junior. Um diferencial para competir é começar a velejar desde a infância. Esse é o caso da velejadora Marina da Fonte, que conheceu o esporte na escola de vela do Cabanga Iate Clube ainda quando criança durante uma colônia de férias. Atualmente, com 14 anos, ela é bicampeã brasileira de Optimist e neste ano participou pela primeira vez do campeonato mundial da classe​, competição que reúne os cinco melhores velejadores de cada país​.

​O Cabanga Iate Clube oferece Escola de Vela para crianças e adultos. Para os pequenos, a iniciação ao esporte é voltada para crianças de 6 a 14 anos. As aulas são ministradas durante todas as terças e quintas, das 15h às 17h ou apenas aos sábados das 10h às 12h. Para os adultos, as aulas são realizadas aos sábados. A grade do curso conta com dez encontros, sendo dois com aulas teóricas e oito práticas. Os interessados podem entrar em contato com a Secretaria de Vela do clube através dos telefones (81) 3428-4277/ 99691-0234 ou pelo e-mail vela@cabanga.com.br.

com informações da assessoria de imprensa

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Fernando Alvarenga

Cristão, pai de Valentina, casado com Joana Barros e jornalista.