No Brasil, entre os acidentes, o afogamento é a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2014, ocorreram 200 hospitalizações e 1.045 óbitos de pessoas desta faixa etária, uma média de três por dia. Dentre eles, o subgrupo de 2 a 4 anos se apresenta como o mais vulnerável, contabilizando 401 mortes e 86 entradas em unidades de saúde.

A organização Criança Segura Brasil alerta que o afogamento ocorre de maneira silenciosa e rápida. Uma criança perde a consciência em apenas dois minutos submersa e, em quatro, pode sofrer danos irreversíveis ao cérebro. As que têm menos de 4 anos de idade ainda não têm força suficiente para se levantarem sozinhas nem mesmo capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco.

Por isso, há o risco de afogamento em recipientes com apenas 2,5 cm de água, como aconteceu com o menino de 4 anos que faleceu após cair em uma bacia, no último dia 3, em Santa Cruz do Capibaribe, Interior de Pernambuco.

Dicas de prevenção da Criança Segura

Geral
– Nunca deixar crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo.

– Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso.

– O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento.

– Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193).

– Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes.

– Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também.

– Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio.

– Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Piscina

– Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes.

– Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.

Águas naturais

– Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas.

– Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Ambiente doméstico

– Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis.

– Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança).

– Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.